Nuno Lacasta, Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, no decorrer da sessão Apresentação da Proposta de Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, sublinhou a “forma inteligente” de elaboração da proposta, a qual “aponta poucas medidas” e será ao longo da “fase adaptativa” que “a malha fica mais fina”, até, perante os custos de implementação, dado que a proposta refere como uma das prioridade a intervenção no sistema de bacias de águas e o controle de águas pluviais no meio urbano.
A escala municipal é a escala certa
Nuno Lacasta, salientou que o trabalho de elaboração da Proposta de Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, exige um amplo trabalho de equipa com uma gestão integrada, dado esta matéria que envolve temáticas complexas.
Sublinhou, como sendo bastante positivo, que a escala de decisão e de estudo no âmbito do projeto ClimAdaPT.Local, seja desenvolva ao nível municipal – “a escala municipal é a escala certa”, disse.
“Tudo no século XXI vai passar-se ao nível das cidades. São as cidades que terão que resolver os problemas da energia e de saneamento”, disse.
Recordou o facto da população mundial estar localizada nas cidades e nas orlas costeiras.
Salientou que, o debate, a reflexão, a implementação de estratégias sobre a temática das alterações climáticas, “está a avançar, com a liderança do Poder Local”.
PDM’s devem contemplar alterações climáticas
O Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, defendeu a necessidade de os Planos Directores Municipais, de futuro, integrarem um capítulo sobre as alterações climáticas.
“Que vai acontecer na minha terra daqui a 20 anos, perante as alterações climáticas?” – esta pergunta tem que ser colocada na elaboração dos PDM’s.
Recordou a necessidade de se reduzir as vulnerabilidades ao nível municipal, perante as mudanças do clima.
Na sua opinião, isto implica “formas diferentes de gerir o espaço público e procurar soluções”.
Por outro lado, considerou, essencial, a consciencialização das populações e a dinamização de acções nas escolas – “é crucial a componente da educação”.
Barreiro exemplo pioneiro
Nuno Lacasta, afirmou –“o ClimAdaPT.Local é de todos”, referiu que é um programa de âmbito europeu, o qual em Portugal envolveu 26 municípios.
Recordou o papel de liderança do município do Barreiro – “é dos primeiros”.
Dado o papel de liderança do Barreiro, até, por ser o primeiro a elaborar a da Proposta de Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, o Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, sublinhou o contributo do município para Portugal, no sentido de se alcançarem as decisões aprovadas na conferência mundial de Marraquexe.
Pelas ideias expostas, por Nuno Lacasta, ficámos com a nota que o Barreiro, por ter sido pioneiro, pode ser um exemplo, a apresentar por Portugal, em futuros encontros internacionais sobre as alterações climáticas.
Notícia publicada em: Rostos
Foto: Rostos




